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	<title>Nós, da crítica especializada</title>
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		<title>Nós, da crítica especializada</title>
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		<title>Whip X Cidade Limpa</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 16:53:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Moreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 2010, Rodrigo Yokota (que assina como Whip), começou a espalhar uma figura bem característica nos muros de São Paulo e em pelo menos um caso, Buenos Aires. Seu auto-retrato. Pintando sua imagem cabeluda, barbuda e de óculos pelos muros ele mostra em diferentes estilos uma pintura auto-referente não apenas no fato de se auto-retratar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=467&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/whip9.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-476" style="margin-top:10px;margin-bottom:10px;" title="whip9" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/whip9.jpg?w=600&#038;h=318" alt="" width="600" height="318" /></a></p>
<p style="text-align:left;">Em 2010, Rodrigo Yokota (que assina como Whip), começou a espalhar uma figura bem característica nos muros de São Paulo e em pelo menos um caso, Buenos Aires. Seu auto-retrato. Pintando sua imagem cabeluda, barbuda e de óculos pelos muros ele mostra em diferentes estilos uma pintura auto-referente não apenas no fato de se auto-retratar mas também no tema. <span id="more-467"></span>O graffiti, em sua vertente de matriz novaiorquina, desde sempre é uma manifestação extremamente auto-referencial. Se faz graffiti que remete a graffiti e foi assim que, desde os anos 70, ele se desenvolveu como uma manifestação paralela às artes visuais vigentes. Pegando referências exteriores aqui e alí mas em grande parte se isolando de tendências exteriores ao próprio estilo e linguagem fechados, quase esotéricos, do graffiti em si mesmo.<br />
<a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/whip2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-469" style="margin-top:10px;margin-bottom:10px;" title="whip2" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/whip2.jpg?w=600&#038;h=476" alt="" width="600" height="476" /></a></p>
<p>O que Whip faz nessas pinturas é dar um passo além dessa auto-referência, ele se retrata na maior parte das vezes fazendo o próprio graffiti. Em estilos diferentes mas mesmo assim bem reconhecíveis enquanto uma pintura sua. Como seu irmão<a title="O Freak do Titi" href="http://criticaespecializada.wordpress.com/2010/02/23/o-freak-do-titi/" target="_blank"> Titi Freak</a>, ele possui uma boa carga de desenho que veio antes do começo da prática do graffiti, o que enriquece em muito o trabalho com o spray. Mostrando uma figura caricata e bem humorada da própria imagem, Whip se retrata pelos muros cada vez mais cinzas da cidade de São Paulo.</p>
<p>Uma dessas pinturas de Whip levantou sem querer uma questão sobre as definições do que seria pichação, graffiti ou arte. Em Janeiro de 2007, entrou em vigor a lei cidade limpa. Com o objetivo de combater a poluição visual na cidade de São Paulo. Além de banir outdoors, banners e diminuir as placas dos estabelecimentos comerciais, ela também visou o que é escrito e pintado nas ruas. Não é incomum desde então ver muros através da cidade de São Paulo recentemente pintados de cinza para cobrir o que foi feito nos muros. Segue uma fotografia do auto-retrato que levantou a questão.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/whip1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-468" style="margin-top:10px;margin-bottom:10px;" title="Whip1" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/whip1.jpg?w=600&#038;h=502" alt="" width="600" height="502" /></a></p>
<p>Observem que a composição inteira dele descreve a palavra W-H-I-P com todos os elementos da auto-referência do graffiti, que em sua principal matriz consiste na pintura de letras. Nessa pintura ele juntou a figuração com a escrita fazendo uma peça só. O curioso é como os pintores da cidade limpa lidaram com isso, eu observei depois de algumas semanas que pintaram de cinza por cima dessa pintura, mas só da parte do W que era o traço vermelho do Spray e o P que fica ao lado da figura, tirando assim os elementos que seriam “pichação” da pintura e deixando apenas o que é figurativo.</p>
<p>Com maior aceitação do Graffiti pelo poder público começamos a ver graffiti e pichação, ambos ilegais a principio, aceitos ou não pelas autoridades. No Brasil sempre existiu uma aceitação informal do graffiti pelas autoridades em detrimento da pichação, mas eu nunca tinha visto isso colocado de maneira tão visual. Depois de algumas semanas o resto da pintura foi apagado, mas Whip foi no mesmo muro e pintou outra que permanece até hoje. Sabe-se lá até quando.</p>
<a href="http://criticaespecializada.wordpress.com/2011/11/23/whip-x-cidade-limpa/#gallery-1-slideshow">Clique para exibir o slide.</a>
<p><a title="Whip" href="http://whip.art.br/" target="_blank">Veja mais trabalhos de Whip</a>, que vai bem além da pintura mural.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/criticaespecializada.wordpress.com/467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/criticaespecializada.wordpress.com/467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/criticaespecializada.wordpress.com/467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/criticaespecializada.wordpress.com/467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/criticaespecializada.wordpress.com/467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/criticaespecializada.wordpress.com/467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/criticaespecializada.wordpress.com/467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/criticaespecializada.wordpress.com/467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/criticaespecializada.wordpress.com/467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/criticaespecializada.wordpress.com/467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/criticaespecializada.wordpress.com/467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/criticaespecializada.wordpress.com/467/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/criticaespecializada.wordpress.com/467/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/criticaespecializada.wordpress.com/467/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=467&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Leão Acordou &#8211; Uma pintura de Souther Salazar</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 17:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Moreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Souther Salazar é um artista americano que faz parte da galeria Jonathan LeVine, e foi através dela que o conheci. Em 2008 ele estava entre os artistas que fizeram uma exposição coletiva aqui no Brasil na galeria Choque Cultural. Me apaixonei pelo seu trabalho que mescla colagem, desenho e pintura, com a maneira quase infantil [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=410&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Souther Salazar é um artista americano que faz parte da <a href="http://jonathanlevinegallery.com/" target="_blank">galeria Jonathan LeVine</a>, e foi através dela que o conheci. Em 2008 ele estava entre os artistas que fizeram uma exposição coletiva aqui no Brasil na galeria Choque Cultural. Me apaixonei pelo seu trabalho que mescla colagem, desenho e pintura, com a maneira quase infantil de apresentar seu mundo. Algo da técnica aparentemente simples e tosca me remeteu mais ao trabalho produzido no Brasil do que seus conterrâneos, e dessa forma me identifiquei mais facilmente com ele. Recentemente encontrei na internet o <a title="the disappearing treehouse" href="http://thedisappearingtreehouse.wordpress.com/" target="_blank">blog de Souther</a> no qual, entre outras coisas, ele apresenta uma leitura de algumas pinturas suas. Traduzi <a title="Post Original" href="http://thedisappearingtreehouse.wordpress.com/2011/04/12/the-lion-is-awake/" target="_blank">um desses posts</a> para o português no qual ele descreve as idéias, memórias e processos por trás de uma de suas pinturas, The Lion is Awake de 2011. Segue:<span id="more-410"></span></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-427" title="The Lion is Awake" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-lion.jpg?w=600&#038;h=375" alt="" width="600" height="375" /></p>
<p><em>Eu tentei descrever os mundos em minhas pinturas como lugares aonde muitas histórias podem existir… aonde as memórias, a imaginação e o subconsciente podem todos se juntar. Essa pintura é um bom exemplo de como isso funciona para mim.</em></p>
<p><em>No nível mais básico, ela é sobre a nossa viagem para Lucerne na Suiça no ano passado, onde eu tive uma exposição no festival Fumetto. O grande e rodopiante lago que atravessa o centro da cidade, cheio de cisnes, e a velha ponte e torre que o cortam ao meio. Os guindastes e obras. As construções de conto-de-fada com mastros e bandeiras decorativas.</em></p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-418" title="souther detalhe 1" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-1.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p><em>Nos primeiros dias nós ficamos em um apartamento com uma pequena mesa e uma fileira de tulipas do lado de fora. Depois nós migramos para um quarto no sexto andar do hotel ao lado, aonde eu podia olhar pela janela os Alpes cobertos de neve e o grandioso hotel em forma de castelo em uma colina.</em><br />
<a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-419" title="souther detalhe 2" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-2.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p><em>Nós aproveitamos a vida de turista, alimentando os pássaros, tirando fotos do ninho de cisnes e fazendo compras na feira dos agricultores, fazendo um passeio de barco pelo lago. Nós fizemos uma pequena viagem a Bern e vimos um velho urso escalando uma árvore morta.</em></p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-420" title="souther detalhe 3" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-3.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p><em>Existe um famoso monumento de um leão agonizante em Lucerne. Você possivelmente já o viu, pois ele geralmente aparece na forma de apoio de estante. A minha mãe tem um em sua estante de livros. O verdadeiro é esculpido na face de uma pedreira de arenito. Ele foi feito para lembrar o massacre dos guardas suíços durante a Revolução Francesa. Não tivemos a oportunidade de ver a escultura. Havia muito trabalho a ser feito para a exposição…</em></p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-421" title="souther detalhe 4" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-4.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p><em>…(algumas peças da instalação podem ser vistas através da janela no lado esquerdo da pintura), e depois de alguns dias de sol, nuvens de chuva começaram a aparecer e tivemos que ficar dentro da cidade e de casa. Mas o monumento foi mencionado tantas vezes que o leão parecia estar lá, como se ele fizesse parte da nossa viagem.</em></p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-422" title="souther detalhe 5" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-5.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p><em>Enquanto trabalhava nessa pintura eu encontrei uma pequena escultura em cerâmica de leão numa loja de antiguidades. Eu adorei como sua juba era feita de telhas de barro e a sua expressão serena, esculpida profundamente. Ela estava na minha mesa enquanto eu desenhava isto, e acabou substituindo a colina sobre a qual o castelo repousava. Na pintura ele acordou, e pode me ver olhando para o mundo.</em></p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-423" title="souther detalhe 6" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-6.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p><em>Porque eu estava pensando em leões, a minha mente viajou ao personagem Sam the Lion, interpretado por Ben Johnson no filme “The Last Picture Show”. Eu sempre amei o monólogo de Sam sobre o tempo passando e as coisas mudando. Ele me transporta ao mesmo lugar que pintar um quadro me leva, por eu estar sentado lá, processando todas essas memórias. Então encontrei um lugar onde ele poderia sentar nessa pintura também.</em></p>
<p><em></em><br />
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='600' height='368' src='http://www.youtube.com/embed/KWSvo0eMK7E?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-424" title="souther detalhe 7" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-7.jpg?w=600" alt=""   /></p>
<p><em>Na cabeça de Sam tem uma joaninha. Por algum motivo havia vários souvenirs com tema de joaninha e chocolates em formato de joaninha nas vitrines de Lucerne. E enquanto eu pintava esta tela aconteceu uma invasão em massa de joaninhas no meu atelier. Joaninhas andavam pelas pinturas e escalavam as esculturas. Parecia que elas queriam estar nos trabalhos então eu pintei e esculpi algumas delas.</em><br />
<a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-8.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-425" title="souther detalhe 8" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-8.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p><em>Estar na Suíça me lembrou de quando eu tinha onze anos e fui à Europa com a minha família pela primeira vez. A minha mãe tinha a mesma idade que tenho agora, carregando nós quatro numa van. Incluí uma pequena versão dessa memória no canto esquerdo da pintura, com as crianças causando no carro e deixando a minha mãe louca. (de alguma forma a van se transformou em uma espécie de ônibus/limousine no processo).</em></p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-9.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-426" title="souther detalhe 9" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/10/souther-detalhe-9.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p><em>E no canto extremo esquerdo, outro portal. Um caminho para fora, ou dentro, deste mundo.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/criticaespecializada.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/criticaespecializada.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/criticaespecializada.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/criticaespecializada.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/criticaespecializada.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/criticaespecializada.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/criticaespecializada.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/criticaespecializada.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/criticaespecializada.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/criticaespecializada.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/criticaespecializada.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/criticaespecializada.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/criticaespecializada.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/criticaespecializada.wordpress.com/410/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=410&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Yumi Takatsuka &#8211; O Orgulho da Carne</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 13:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Moreira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Yumi Takatsuka]]></category>

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		<description><![CDATA[A temática de Yumi gira em torno de animais criados para o consumo humano, mas embora suas composições trabalhem de maneira por vezes sutil,  por vezes diretamente com a questão do sacrifício animal, ela não sugere uma crítica aos nossos modos alimentares. As composições mostram uma grande ternura dentro desta temática, o que aparenta ser [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=375&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/09/campec3a3o.jpg"><img class="size-full wp-image-388 alignnone" style="margin-top:5px;margin-bottom:5px;" title="campeão" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/09/campec3a3o.jpg?w=600&#038;h=394" alt="" width="600" height="394" /></a></p>
<p>A temática de Yumi gira em torno de animais criados para o consumo humano, mas embora suas composições trabalhem de maneira por vezes sutil,  por vezes diretamente com a questão do sacrifício animal, ela não sugere uma crítica aos nossos modos alimentares. As composições mostram uma grande ternura dentro desta temática, o que aparenta ser paradoxal.</p>
<p><span id="more-375"></span></p>
<p><img class="size-medium wp-image-386 alignleft" style="margin-right:10px;border-color:initial;border-style:initial;" title="pata negra" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2011/09/pata-negra.jpg?w=215&#038;h=299" alt="" width="215" height="299" /></p>
<p>Na maior parte das obras o desenho e a pintura andam juntos, a tinta dando volume e cor e o lápis delineando e definindo as figuras. Mas ao trabalhar com o suporte da madeira uma terceira técnica é utilizada pela artista, escavando a superfície do suporte com uma goiva que às vezes faz o papel do traço figurativo do lápis e às vezes ataca livremente a superfície. O traço mostra a madeira crua ou pintada, dependendo da obra, desfigurando ou traçando o corpo dos animais. Acrescentando complexidade e textura às obras apresenta uma forma muito rica de explorar o suporte da madeira ao compor com outras técnicas.</p>
<p>Os animais tendem a ter um ar pacato ou expressões não definidas mas em algumas obras pela sugestão das medalhas e de suas feições altivas mostram figuras orgulhosas, imponentes em seu papel de presa querida e mimada.</p>
<p>Às vezes como aparente esboço, às vezes como figura realista, o peso, anatomia e movimento das figuras mostra uma grande observação e extrema sensibilidade para com estes animais criados para o sacrifício. Ás vezes de maneira pacífica e visualmente equilibrada, como a composição da pintura “pata negra” que mostra um carneiro premiado em composição com um dos cortes de carne tirados deste animal.</p>
<p>Outras obras mostram uma apresentação muito mais crua do animal com o produto para o qual ele é criado, como a obra “show room” que sobre um fundo de fileiras de carcaças penduradas figura apenas um contorno de boi que acompanha o movimento dos pedaços de carne enfileirados, a obra “a entrega” nos mostra uma visão mais direta, com um burro carregado de diferentes tipos de carne em seu lombo.</p>
<a href="http://criticaespecializada.wordpress.com/2011/09/29/yumi-takatsuka-o-orgulho-da-carne/#gallery-2-slideshow">Clique para exibir o slide.</a>
<p>Veja o trabalho de Yumi Takatsuka em seu site: <a href="http://www.yumitakatsuka.com">http://www.yumitakatsuka.com</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/criticaespecializada.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/criticaespecializada.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/criticaespecializada.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/criticaespecializada.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/criticaespecializada.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/criticaespecializada.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/criticaespecializada.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/criticaespecializada.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/criticaespecializada.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/criticaespecializada.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/criticaespecializada.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/criticaespecializada.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/criticaespecializada.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/criticaespecializada.wordpress.com/375/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=375&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">asdofetus</media:title>
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			<media:title type="html">pata negra</media:title>
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		<title>Top 5 Catástrofes de 2010</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 01:19:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Moreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Catástrofe]]></category>
		<category><![CDATA[Desastres]]></category>
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		<description><![CDATA[Seguindo a onda de fim de ano de fazer listas arbitrárias para mostrar a sua opinião da qual ninguém se interessa, idealizei a seguinte lista das Top 5 Catástrofes de 2010. 5– Erupção de Vulcão na Islândia O que acontece quando você coloca uma panela de pressão com uma abertura minúscula para o vapor embaixo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=359&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo a onda de fim de ano de fazer listas arbitrárias para mostrar a sua opinião da qual ninguém se interessa, idealizei a seguinte lista das Top 5 Catástrofes de 2010.</p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/800px-iceland_volcano_april_4_2010.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-360" title="800px-Iceland_volcano_april_4_2010" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/800px-iceland_volcano_april_4_2010.jpg?w=600&#038;h=400" alt="" width="600" height="400" /></a><br />
<span id="more-359"></span><br />
<strong>5– Erupção de Vulcão na Islândia</strong></p>
<p>O que acontece quando você coloca uma panela de pressão com uma abertura minúscula para o vapor embaixo de um monte de neve? Você para com o tráfego aéreo na Europa. Um vulcão Islandês com o seguinte nome impronunciável – Eyjafjallajökull. Começou sua erupção com abalos sísmicos já em 2009, mas foi em 14 de Abril de 2010 que o vulcão começou a erupção para valer e 800 pessoas que moram em cima da neve que fica em cima de uma panela de pressão tiveram que ser evacuadas.</p>
<p>Embora ninguém tenha morrido e o resultado pareça tão patético quanto o terremoto de Setembro na Nova Zelândia responsável por dois feridos graves e a destruição de uma coleção de valor inestimável de pratos decorativos, a erupção do vulcão na islândia fez o tráfego aéreo em grande parte da europa parar e parecer ter coberto um terço do planeta com sua fumaça. Mais um ponto para a Islândia retribuindo à Inglaterra que a impediu de ir à falência com fumaça, vapor e cinzas.</p>
<div id="attachment_362" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/mineiros.jpg"><img class="size-medium wp-image-362" title="mineiros" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/mineiros.jpg?w=300&#038;h=238" alt="" width="300" height="238" /></a><p class="wp-caption-text">Uma história de esperança, superação e exercícios regulares.</p></div>
<p><strong>4 – Terremoto + Presos em mina no Chile</strong></p>
<p>Em quarto lugar vem dois eventos não relacionados que geraram reações curiosas da imprensa e do público. No dia 27 de fevereiro o Chile recebeu o terremoto mais forte desde a década de 1960. Foram estimadas 850 mortes, além de um dano de 15 bilhões de dólares. O terremoto foi tão forte que cientistas defendem que ele alterou o eixo da terra em oito centímetros e deixou os dias 1,26 microssegundo mais curtos.</p>
<p>Mas que evento chamou mais atenção da midia mundial? Certamente os 33 mineiros que ficaram presos de 5 de Agosto até 13 de Outubro de 2010, protagonizando o que foi possivelmente o maior reality show do mundo. Todos se comoviam com contos de garra, fé, esperança, infidelidade e superação.</p>
<p>Apesar de achar particularmente que a cobertura da imprensa foi exagerada nesse caso existe realmente um fator que aumentou a minha compaixão com os mineiros presos. O fato de que um deles ficava fazendo cooper lá embaixo, não consigo imaginar o que é você estar preso a meses num buraco escuro comendo um terço de lata de atum por dia e ainda tem um imbecil fazendo cooper.</p>
<p><strong>3 – Vazamento de Petróleo no golfo do méxico</strong></p>
<p>20/4 – Explosão numa plataforma de petróleo da British Petroleum no golfo do méxico, onze trabalhadores morrem.<br />
22/4 – Plataforma afunda, começa o vazamento, 1.000 barris por dia.<br />
27/4 – Primeiro fracasso de impedir o vazamento.<br />
29/4 – Vazamento sobe de mil para cinco mil barris por dia.<br />
01/5 – Estado de emergência na região<br />
10/5 – Segundo fracasso de impedir o vazamento.<br />
11/5 – O mundo inteiro doa cabelo (?) para limpar a mancha mas o vazamento continua.<br />
16/5 – Começam a bombear o petróleo.<br />
26/5 – Começam a fechar o poço.</p>
<div id="attachment_363" class="wp-caption aligncenter" style="width: 604px"><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/british.jpg"><img class="size-full wp-image-363" title="british" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/british.jpg?w=600" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">eu pergunto, quem é o animal agora?</p></div>
<p>Mas teve uma coisa que esse vazamento fez por nossa humanidade, resgatar nosso sentimento de pena e compaixão para com pássaros marítimos indefesos e cobertos de petróleo.</p>
<p><strong>2– Onda de Calor na Rússia</strong></p>
<p>Mais parecida com uma praga bíblica a onda de calor Russa cobriu a capital Moscow com um cobertor de fumaça dos incêndios próximos. Apenas na capital ela matou 7.000 pessoas e 15.000 ao total. Reduzindo em um terço a produção de trigo no país. A secura e o calor constante de 40º para mais ou para menos só foi menor do que a grande onda de calor que matou 40.000 pessoas na europa em 2003.</p>
<div id="attachment_364" class="wp-caption aligncenter" style="width: 502px"><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/villages-emptied-by-2010-russian-heatwave-and-fire.png"><img class="size-full wp-image-364" title="Russia" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/villages-emptied-by-2010-russian-heatwave-and-fire.png?w=600" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Adorei essa imagem.</p></div>
<p>Os incêndios destruíram aproximadamente 2.000 casas na Rússia central e nem a figura imponente de Vladimi Putin dirigindo um caça completamente sem camisa, conseguiu chegar com aviões perto de Moscow para ajudar no combate ao fogo. Confesso que no começo imaginei que pessoas acostumadas ao frio em geral morrem em tal quantidade por causa de sua constituição e costume com o calor. Mas acho que por mais que você pegue uma prainha isso não te deixa imune de ser carbonizado vivo numa onda de fogo cauterizante.</p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/2-haiti-hg.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-361" title="Haiti" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/2-haiti-hg.jpg?w=600" alt=""   /></a><br />
<strong>1– Terremoto + Cólera no Haiti</strong></p>
<p>E embora tenha acontecido no começo do ano, logo em 12 de janeiro, o primeiro lugar vai para o Haiti, que esse ano foi assolado por um terremoto que teve seu epicentro a 25km de distância da capital Porto Príncipe. Essa ira divina teve o dom de em apenas uma levada destruir as principais construções do governo, a catedral histórica, a maior prisão do país e todos os hospitais da capital, todos. Além matar uma estimativa de 200 mil pessoas.<br />
<a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/2-haiti-hg.jpg"></a></p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/size_590_hospital-colera-haiti-nova.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-365" title="Colera Haiti" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/12/size_590_hospital-colera-haiti-nova.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><br />
O que se seguiu foi praticamente um quadro de guerra civil que foi ficando mais tranquilo quando começaram a mandar ajuda humanitária, isso quando a ajuda humanitária não era o foco da guerra civil, e os feridos não tinham para onde ser levados. Porque todos os hospitais foram destruídos, todos.</p>
<p>Como se não fosse o bastante ter perdido praticamente todas as construções importantes e viver em tendas durante quase um ano todo, dez meses depois o Haiti é tomado por um surto de cólera que infectou milhares e matou centenas de pessoas. Sem estado, sem esperança e todo fodido o Haiti ganha o destaque dessa lista de catástrofes 2010.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/criticaespecializada.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/criticaespecializada.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/criticaespecializada.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/criticaespecializada.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/criticaespecializada.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/criticaespecializada.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/criticaespecializada.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/criticaespecializada.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/criticaespecializada.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/criticaespecializada.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/criticaespecializada.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/criticaespecializada.wordpress.com/359/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/criticaespecializada.wordpress.com/359/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/criticaespecializada.wordpress.com/359/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=359&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Carta a Calil</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 17:28:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Risas Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[caetano veloso]]></category>
		<category><![CDATA[chico buarque]]></category>
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		<category><![CDATA[ricardo calil]]></category>
		<category><![CDATA[tropicália]]></category>
		<category><![CDATA[uma noite em 67]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei feliz por conseguir conversar contigo um pouco após aquela sessão no Espaço Unibanco dedicada aos alunos da Escola da Cidade. Afinal, uma série de questões se aglutinaram na minha cabeça, mas o tema central do seminário deles não me pareceu a ocasião exata para expor tudo isso. Optei por não interferir. De qualquer modo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=346&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei feliz por conseguir conversar contigo um pouco após aquela sessão no Espaço Unibanco dedicada aos alunos da Escola da Cidade. Afinal, uma série de questões se aglutinaram na minha cabeça, mas o tema central do seminário deles não me pareceu a ocasião exata para expor tudo isso. Optei por não interferir. De qualquer modo, o andamento do debate, não pela qualidade dele em si, ativou ainda outros aspectos que teu filme havia despertado em mim.</p>
<p style="text-align:left;">Continuo com a opinião de que é sim um documentário jornalístico &#8211; e devido ao grande mérito do filme: trabalhar da forma que trabalha com o presente. Busca materiais de arquivo, traz as pessoas que estiveram ali para falar hoje em dia e reflete sobre ontem olhando para hoje e amanhã. O agora grita no teu filme. O cinema aprendeu a melhor noção de presente a partir do jornalismo: está lá nos textos teóricos de Sganzerla, ou de Godard e toda a patota francesa dos 60. Foi ali que se aprendeu &#8211; com o jornalismo – como lidar com o agora.</p>
<p style="text-align:left;">Hoje, época em que o melhor do cinema brasileiro está nos documentários, com a inventividade de Pan-Cinema Permanente, FilmeFobia, Santiago, Jogo de Cena, Moscou, Diários de Cintra etc., Uma noite em 67 dá a vocês – Ricardo, Renato e toda a equipe – um espaço nesse hall também. Porque apesar da aparência de documentário tradicional, com as “cabeças falantes” autoridades no assunto por exemplo, há um respeito e consciência enormes em relação à História, aos personagens, ao público e a si próprios. Ele não é tradicional nesse sentido, então. Até porque, os entrevistados ali não assumem papel de entidades superiores donas da verdade; pelo contrário, elas são apenas as pessoas que quando aquele passado era presente, estavam ali vivenciando o fato, o dia.  Curiosamente, numa discussão sobre o filme, um amigo reclamou a falta de alguém que se colocasse contra o discurso. Então perguntei: “que discurso? O que há para contrapor ali exatamente?” E essa aparente neutralidade é outra coisa que me fascinou. Não senti que vocês em momento algum procurassem ser pró ou contra qualquer coisa a ver com os festivais em si. Senti mesmo foi uma proximidade com o que Gil relata quando aparece na passeata contra a guitarra elétrica e depois vai se apresentar com os Mutantes. É como ele diz sobre a própria musica, é o “OHM”, pois então, pró e contra ao mesmo tempo, bom e ruim, certo e errado; nesse sentido, neutro.</p>
<p style="text-align:left;">Gosto muito de como o filme é construído, com o respeito aos cortes originais nos materiais de arquivo e, principalmente, o tempo dos planos nas entrevistas. Imagine só: resgatar na memória um fato mitificado que se passou há 40 anos. Todas aquelas figuras, as ressentidas e as bem resolvidas, devem ter todo um discurso pronto para falar sobre isso. Mas é naquele tempinho a mais que a câmera flagrou, no desabafo de Chico, na tentativa de Caetano lembrar a música e se deliciar com uma mudança de acorde que ele toca, no olhar vidrado e concentrado de Gil tentando achar a palavra certa, que a gente vê a beleza da coisa, da vida toda. E então, a tal neutralidade e esse carinho que o cinema pode oferecer, dá ao espectador caminhos diversos para tirar dali o que quiser. O cinema, então, deixa de ser meio para um discurso e se torna apenas cinema, puro.</p>
<p style="text-align:left;">Para alcançar isso é necessário mais do que técnica: é necessário coragem. E isso me remete a um dos assuntos que conversamos brevemente, que é a questão da liberdade. Uma noite em 67 demonstra coragem pela forma de encarar o assunto da forma que encara; Caetano, Gil e Edu Lobo nos mostram um pouco da coragem também, coragem de ser livre. E, ironicamente, o público jovem, todo abaixo dos 25 anos ali na sessão, sofrendo de uma nostalgia por algo que não viveu, uma “invejinha” como afirmou uma estudante. E sabe o que me leva a crer? É que minha geração é a do “tudo pode”: fazemos o que quisermos e podemos legitimar, é aceito. E então vem a dificuldade de lidar com isso; uma obrigação em ser feliz, em ter prazer, em se afirmar. Engraçado, porque a partir da liberdade a gente cria nossas próprias grades, não sabemos o que fazer. Em tempos de “tudo pode”, quem sou eu? Aí, a liberdade que é uma coisa neutra também, se assemelha mais a nossa idéia de dor que a de prazer, esse prazer ininterrupto que essa geração busca.</p>
<p style="text-align:left;">Discordo de que sejamos uma geração vazia; muito menos uma geração desinteressante. Antes, uma geração desinteressada. Não toda ela, afinal o agora é lindo e muita coisa está acontecendo. É só procurar na internet e vemos um tanto de música boa, de pensamentos bacanas, de vídeos, desenhos etc. Porém, o que mais se evidencia – e aí me entristece saber que ali estavam pessoas com dinheiro, com formação boa, com possibilidades mil – é uma espécie de recalque com essa liberdade toda, fazendo com que preferissem os tempos em que “havia um inimigo”. Minha geração, Calil, prefere então se higienizar, fazer tudo limpinho, nos conformes – se proteger. E por isso, Uma noite em 67 se faz tão importante como documentário: ele nos lembra que o risco é necessário, essencial.</p>
<p style="text-align:left;">Um abraço,</p>
<p style="text-align:left;">Risas, 03 de setembro de 2010.</p>
<p style="text-align:left;"><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='600' height='368' src='http://www.youtube.com/embed/ijH977Ef5tM?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
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			<media:title type="html">CAETANO VELOSO</media:title>
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			<media:title type="html">Bruno Risas Rodrigues</media:title>
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		<title>As várias Galerias de Zezão</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 02:11:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Moreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Arte Abstrata]]></category>
		<category><![CDATA[Arte Urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Choque Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Street Art]]></category>
		<category><![CDATA[Zezão]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que começou a expor, Zezão teve o difícil trabalho de transpor para um suporte de arte mais convencional as suas intervenções na rua. Ao aplicar a outro suporte a sua arte que foi desenvolvida sobre paredes deterioradas, queimadas e sujas, Zezão precisou fazer uma pesquisa de que base seria ideal para manter o efeito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=323&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/07/02.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-324" title="02" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/07/02.jpg?w=500&#038;h=350" alt="" width="500" height="350" /></a><br />
Desde que começou a expor, Zezão teve o difícil trabalho de transpor para um suporte de arte mais convencional as suas intervenções na rua. Ao aplicar a outro suporte a sua arte que foi desenvolvida sobre paredes deterioradas, queimadas e sujas, Zezão precisou fazer uma pesquisa de que base seria ideal para manter o efeito visual de contraste e o ideário das ruas e galerias de esgoto.<span id="more-323"></span> Daí vem a escolha do artista em usar material encontrado nas ruas como suporte para a sua obra, assim como suportes não tão convencionais como metal extremamente enferrujado e pedaços de madeira queimada, remetendo às portas de aço e às paredes carbonizadas pelas fogueiras dos mendigos.<br />
<a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/07/09.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-325" title="09" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/07/09.jpg?w=500&#038;h=350" alt="" width="500" height="350" /></a></div>
<div id="_mcePaste">Mais recentemente Zezão tem feito trabalhos sobre construções de madeira em um processo análogo ao criado na exposição &#8220;de dentro para fora de fora para dentro&#8221;, que esteve no MASP no começo do ano, em que um grande mural composto por um fundo de recortes de madeira pregados na parede do museu compunha sua maior obra na exposição. Estão na exposição dois tipos destas novas peças, uma na qual a construção em madeira serve como suporte para os seus flops e uma onde a sua pintura simplesmente não está presente, talvez mostrando um caminho novo que Zezão pode trilhar daqui para frente; mais escultural, em que seu desenho não apareça.</div>
<div><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/07/141.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-327" title="14" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/07/141.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></div>
<div id="_mcePaste">Nesta última exposição é possível ver também outra vertente do trabalho de galeria do artista que apresenta uma novidade: em suas fotografias. Pela primeira vez ele propõe uma intervenção direta sobre a imagem, ao invés de ela servir apenas como forma de documentação do trabalho de rua em contexto com a paisagem. O que para alguém que já acompanha o trabalho do artista já era claramente rico em si, mas agora cria-se a expectativa do que pode ser desenvolvido a partir destas intervenções, e não da fotografia meramente documental.</div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">O trabalho de Zezão também é muito especial para observarmos como a arte urbana brasileira se desenvolveu; um dos pontos tocados por ele é a questão de que parte desta arte se dá mais atenção: se é o processo e contexto da criação da obra ou se é do resultado final. Essas duas faces se juntam em seu trabalho e fica difícil reconhecê-las separadamente mas, a grosso modo, o seu trabalho nas ruas pode existir sem o seu trabalho de galeria e o contrario não parece se aplicar.</div>
<div><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/07/10.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-328" title="10" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/07/10.jpg?w=500&#038;h=350" alt="" width="500" height="350" /></a></div>
<div id="_mcePaste">Todo o desenvolvimento de sua arte necessariamente abstrata veio da linguagem do graffiti, e se desenvolveu a partir da abstração das formas reconhecíveis das letras. Importante frisar que Zezão não tem apenas o flop dentro do corpo do seu trabalho, mas seu abstrato psicodélico se desenvolveu analogamente. Assim como no Brasil se desenvolveu um estilo próprio de arte urbana em grande parte pelo uso da tinta látex com rolinho, alternativa mais barata do que o Spray, Zezão descobriu suas nuvens psicodélicas usando o resto das latas de spray que estavam acabando tirando força criativa da falta de recursos e dessa forma encontrando novas formas de produzir.</div>
<p style="text-align:left;"><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/07/01.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-329" title="01" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/07/01.jpg?w=500&#038;h=350" alt="" width="500" height="350" /></a><br />
A exposição “Vari Ações Urbanas” é a terceira (se não me falha a memória) exposição individual de Zezão na galeria Choque Cultural, e é uma boa apresentação das várias vertentes no trabalho do artista. Alguns experimentos de um novo suporte para o seu trabalho psicodélico também estão expostos na forma de pintura sobre peças únicas feitas de chapas de aço, assim como as novas construções de madeira sem pintura. É interessante notar também as várias fases da pintura psicodélica de Zezão expostas no andar superior da galeria, reparando nas datas das obras.</p>
<p>A Exposição fica na Galeria Choque Cultural até o dia 7 de Agosto.<br />
Rua João Moura, 997, São Paulo, SP.</p>
<p>Fotos cortesia de Ignácio Arovich e Louise Chin:<br />
www.lost.art.br</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/criticaespecializada.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/criticaespecializada.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/criticaespecializada.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/criticaespecializada.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/criticaespecializada.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/criticaespecializada.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/criticaespecializada.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/criticaespecializada.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/criticaespecializada.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/criticaespecializada.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/criticaespecializada.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/criticaespecializada.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/criticaespecializada.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/criticaespecializada.wordpress.com/323/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=323&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Problemas com os duendes: a matéria e o imaginário de Esmir Filho</title>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 20:33:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Risas Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[duendes da morte]]></category>
		<category><![CDATA[esmir filho]]></category>
		<category><![CDATA[imaginário]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-18-as-17-06-55.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-317" title="Captura de tela 2010-05-18 às 17.06.55" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-18-as-17-06-55.png?w=600&#038;h=300" alt="" width="600" height="300" /></a></p>
<p>De todos os caminhos possíveis no Cinema, o mais fascinante é sem dúvida sua capacidade de esmiuçar o que o mundo tem de mais material e superficial para, a partir daí, chegar ao mistério que enxergamos para além disso. É exatamente antagônica a realização de Esmir Filho em seu primeiro longa, <em>Os famosos e os duendes da morte</em>. Infelizmente, é perceptível que seu pensamento parte de uma crença similar ao que afirmei na primeira frase, porém, o deslumbramento com certos artifícios plásticos colocam o jovem diretor e seu filme na contramão desta vertente. Da tentativa de perscrutar obtém-se a invasão; da pura observação nasce a manipulação e (auto) afirmação.</p>
<p><span id="more-316"></span></p>
<p>A carreira de Esmir é marcada por este declínio técnico/estético. Se em <em>Alguma coisa assim</em> o não-dito trazia grande força ao filme &#8211; em planos simples em função da contemplação daqueles jovens personagens e seu universo particular construído nas ruas de São Paulo – em <em>Saliva</em>, último curta antes do longa, o diretor já apontava para esse novo rumo: deflorar a intimidade das personagens e nivelar seus sentimentos pelo que há de mais medíocre na experiência da juventude. No longa, quando cria “metáforas visuais”, Esmir carrega seu filme de símbolos fechados, de sentido estrito, deixando para trás a sugestão e transformando-o em discurso. Toda sua defesa pela voz dada àqueles jovens se esvai: é que ao transpor os sentimentos internos das personagens às imagens simbólicas (como a fusão do jovem e do teto do quarto cheio de estrelas), o realizador determina muito bem os papéis e as relações entre diretor e personagens. Aquele não é um universo único, com suas leis internas; lá é apenas um simulacro de mundo real, no qual a única presença é a de Esmir, que acaba não por se identificar com um personagem, mas fazer do personagem um pastiche de si próprio &#8211; e não apenas um, mas todos personagens acabam por ser desdobramentos de uma mesma mente manipuladora.</p>
<p><a style="text-decoration:none;" href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-18-as-17-06-17.png"><img class="size-medium wp-image-318 alignleft" title="Captura de tela 2010-05-18 às 17.06.17" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-18-as-17-06-17.png?w=300&#038;h=161" alt="" width="300" height="161" /></a></p>
<p>A filiação temática com nomes como Gus Van Sant e Harmony Korine vem à mente. Entretanto, a impressão que fica é a de que Esmir, ao se utilizar de tais referências, ignora o fato de que ambos partem de um ponto central e essencial que permeia cada escolha feita: a consciência de sua posição enquanto cineasta. Gus Van Sant (principalmente de <em>Elephant</em> à <em>Paranoid park</em>) é nitidamente a principal influência no aspecto formal – com a diferença que Van Sant possui uma distância etária das suas personagens, o que lhe permite observar de um outro lugar. Já Korine (em <em>Gummo</em> e <em>Julien donkey-boy</em>, e nos roteiros de <em>Kids</em> e <em>Ken park</em>) possui uma característica em comum com o brasileiro: o fato de ser integrante do grupo apresentado nos filmes, falar de um universo não apenas próximo, mas integralmente seu.</p>
<p>Neste ponto é que se evidencia a divergência entre os dois no que diz respeito à postura de realizador. Korine assume sua proximidade, insere metáforas visuais e sonoras (em <em>Gummo</em>: o menino-coelho, as imagens em vídeo, a trilha musical) mas mantém-se observador antes de tudo, encontrando em cada um dos elementos da vida um quê de fascínio, sejam eles belos ou grotescos (ou ambos simultaneamente, como prefere mostrar). Em <em>Os duendes&#8230;</em> a impressão que fica é a de uma visão maniqueísta das coisas. Tanto que a busca ali se dá na necessidade da fuga, da criação de um outro mundo (o virtual e o imaginário, no caso), da insatisfação com o que se é em valorização do que se pode ser. Desejos frustrados ou contidos que não chegam à bela ambigüidade das escolhas, mas ao ressentimento. Por isso, talvez, a necessidade de recorrer às imagens simbólicas, como se o mundo material fosse incapaz de conter em si essa possibilidade inexata do paradoxo. Curiosamente, as duas melhores cenas do filme são a conversa do protagonista com a mãe tomando vinho – num único longo plano em que espaço e tempo nos são oferecidos sem mediação determinante; e seu encontro com os avós – com uma atuação altamente anti-naturalista e ao mesmo tempo excessivamente realista, o que causa um estranhamento potente.</p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-18-as-17-04-36.png"><img class="size-medium wp-image-319 alignright" title="Captura de tela 2010-05-18 às 17.04.36" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-18-as-17-04-36.png?w=270&#038;h=138" alt="" width="270" height="138" /></a></p>
<p>A crítica aqui não se refere ao uso de símbolos e metáforas, longe disso. A questão em pauta é a maneira como são usados. O cinema já mostrou inúmeras vezes a riqueza da utilização dessas ferramentas em Lynch, Jodorowsky, Burton, Gillian, Gondry, entre outros. O problema se cria quando se ignora o processo que antecede a plástica, o objeto final. Contudo, talvez aí resida a maior coerência de Esmir Filho: sendo suas personagens puro vazio que só se materializam virtualmente e aparentemente, então um filme que apenas “parece” é o suficiente para retratá-los.</p>
<p>Abaixo, voz a Esmir. O diretor falando sobre o filme no último festival do RJ.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='600' height='368' src='http://www.youtube.com/embed/f9Fb20tMdiY?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/criticaespecializada.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/criticaespecializada.wordpress.com/316/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/criticaespecializada.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/criticaespecializada.wordpress.com/316/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/criticaespecializada.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/criticaespecializada.wordpress.com/316/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/criticaespecializada.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/criticaespecializada.wordpress.com/316/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/criticaespecializada.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/criticaespecializada.wordpress.com/316/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/criticaespecializada.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/criticaespecializada.wordpress.com/316/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/criticaespecializada.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/criticaespecializada.wordpress.com/316/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=316&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Febre do Feno</title>
		<link>http://criticaespecializada.wordpress.com/2010/04/13/a-febre-do-feno/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 14:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Moreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se você tem uma conta de Facebook algum amigo seu provavelmente o convidou para participar da construção de um celeiro. Provavelmente mais de um amigo seu faz questão de, além de seu amigo, ser seu vizinho. Bonequinhos de camisa xadrez e macacão jeans invadem a sua lista, e se você já foi contaminado pelo FarmVille possivelmente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=282&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/zynga.jpg"></a></p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/farm.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-301" title="FARMVILLE" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/farm.jpg?w=300&#038;h=229" alt="" width="300" height="229" /></a>Se você tem uma conta de Facebook algum amigo seu provavelmente o convidou para participar da construção de um celeiro. Provavelmente mais de um amigo seu faz questão de, além de seu amigo, ser seu vizinho. Bonequinhos de camisa xadrez e macacão jeans invadem a sua lista, e se você já foi contaminado pelo FarmVille possivelmente você adicionou alguns amigos no Facebook só para conseguir aumentar as suas terras.</p>
<p><span id="more-282"></span></p>
<div id="attachment_288" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/farmv1.jpg"><img class="size-medium wp-image-288 " title="farmV" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/farmv1.jpg?w=300&#038;h=229" alt="" width="300" height="229" /></a><p class="wp-caption-text">Meu avatar no FarmVille e sua gloriosa plantation de monocultura.</p></div>
<p>Os três primeiros jogos na lista dos mais vendidos para computador são respectivamente, The Sims, The Sims 2 e World of Warcraft. Existem vários motivos para explicar por que estes jogos fizeram tanto sucesso. The Sims, por não ser um jogo violento, atrai públicos que normalmente não se interessam tanto por jogos de videogame. O fato de você criar o seu personagem e sua família e construir e mobiliar a casa onde eles moram também é um fator importante para o sucesso. Desde quando os jogos começaram a ter algum conteúdo personalizável abriu-se outra relação entre jogador e jogo.</p>
<p>O segundo jogo da lista, World of Warcraft, da Blizzard, é bem diferente dos primeiros e faz sucesso por motivos diferentes. Sendo um jogo do gênero MMORPG (Massive Multiplayer Online Role Playing Game) ele é um jogo em que é necessário estar online para ser jogado, em que um número grande de jogadores interagem em tempo real. Como se trata de um jogo com uma taxa mensal para ser jogado, é sempre necessária a injeção de conteúdo novo para manter os jogadores interessados o bastante no jogo para continuarem pagando. Com um sistema de recompensas e progressão de níveis e itens que o personagem adquire, além da interação com outros jogadores, o jogador não sente que desperdiçou o tempo jogando. Sente que realizou alguma coisa, que está progredindo.</p>
<div id="attachment_283" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/world-of-warcraft.jpg"><img class="size-medium wp-image-283" title="world of warcraft" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/world-of-warcraft.jpg?w=238&#038;h=300" alt="" width="238" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A imersão épica do World of Warcraft.</p></div>
<p>O Sucesso do FarmVille pode ser explicado tanto pelo sucesso do The Sims quanto do de World of Warcraft, aliado ao fato de ser um jogo gratuito e que já vem inserido na maior rede social do mundo. A idéia de um simulador de fazenda não é nova.  A série Harvest Moon, desde 1996, quando teve seu primeiro jogo lançado para o Super Nintendo e já conta com aproximadamente vinte títulos, é toda baseada em um personagem que precisa cuidar de uma fazenda durante algum tempo, plantando, colhendo, cuidando dos animais e vendendo os produtos que produz. A princípio não muito diferente do FarmVille. Mas o que não encontramos no Harvest Moon e existe no FarmVille são os níveis.</p>
<div id="attachment_286" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/hmoon2.jpg"><img class="size-medium wp-image-286 " title="hmoon2" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/hmoon2.jpg?w=240&#038;h=187" alt="" width="240" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Os bons e velhos tempos...</p></div>
<p>Eu já profetizava no começo dos anos 2000: “Todos os jogos no futuro terão algum elemento dos jogos de RPG.” O que parece ter se concretizado. Quase todos os jogos hoje em dia tem algum conteúdo que o jogador pode editar, customizar seu personagem, escolher que caminho tomar, etc. O FarmVille trabalha com um sistema de níveis que irá definir que tipo de planta você poderá ter na sua fazenda. Com isso existe uma idéia de progressão, de que o tempo gasto no jogo foi bem gasto. Além da noção vaga de contato social que ele propicia: ao contrário do World of Warcraft, que incentiva uma interação cooperativa entre os jogadores, o FarmVille o faz com um complexo e constante sistema de pop-ups.</p>
<div id="attachment_285" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/farmvi.jpg"><img class="size-medium wp-image-285" title="farmVi" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/farmvi.jpg?w=300&#038;h=213" alt="" width="300" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">A dura vida no campo.</p></div>
<p>Um dos fatores do FarmVille que ajuda a cativar os jogadores é como ele ajuda você a organizar o seu tempo ao redor do jogo. Cada tipo de planta demora um número fixo de horas ou dias até poderem ser colhidas. Disso resulta que não será apenas uma questão do custo X benefício o que irá definir que plantas escolher, mas quanto tempo você tem por dia para dedicar à tarefa. Mas o que o FarmVille não deixa de parecer no final das contas é um emprego de meio período.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/criticaespecializada.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/criticaespecializada.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/criticaespecializada.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/criticaespecializada.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/criticaespecializada.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/criticaespecializada.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/criticaespecializada.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/criticaespecializada.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/criticaespecializada.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/criticaespecializada.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/criticaespecializada.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/criticaespecializada.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/criticaespecializada.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/criticaespecializada.wordpress.com/282/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=282&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A consternação de Otto o fez bem</title>
		<link>http://criticaespecializada.wordpress.com/2010/04/09/a-consternacao-de-otto-o-fez-bem/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 02:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Catatau]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadão Instigado]]></category>
		<category><![CDATA[Otto]]></category>

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		<description><![CDATA[Os últimos anos da vida de Otto parecem não ter sido os melhores no que diz respeito a sua vida pessoal. Porém, me disse certa vez o artista plástico Elifas Andreato que &#8220;não existe criatividade sem sofrimento&#8221;. É esse mar de acontecimentos, somado à brilhante escolha dos músicos e parceiros, que tornam o álbum &#8220;Certa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=245&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/eduardo-aigner2.jpeg"><img class="size-full wp-image-276 alignnone" title="eduardo aigner" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/eduardo-aigner2.jpeg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p>Os últimos anos da vida de Otto parecem não ter sido os melhores no que diz respeito a sua vida pessoal. Porém, me disse certa vez o artista plástico Elifas Andreato que &#8220;não existe criatividade sem sofrimento&#8221;. É esse mar de acontecimentos, somado à brilhante escolha dos músicos e parceiros, que tornam o álbum &#8220;Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos&#8221; uma grande obra, possivelmente a primeira do cantor.<br />
<span id="more-245"></span></p>
<p>Otto não lançava nada há seis anos. Nesse meio tempo, o músico perdeu sua mãe, separou-se de sua mulher e, para completar, rompeu com sua gravadora, lançando o álbum de forma independente e do próprio bolso. A primeira grande cartada de Otto para o CD foi escolher a dedo seus músicos. No quesito instrumental, o álbum é impecável e cheio de boas referências. Parafraseando o cantor, como um bom barco no mar, a obra vai. Tudo isso graças ao guitarrista Catatau, do Cidadão Instigado, e da dupla Pupilo e Dengue, na bateria e baixo, respectivamente, ambos do Nação Zumbi.</p>
<p>O escopo das letras, em sua maioria, é tratar dos últimos complicados anos. Grande parte delas é triste, mas há um certo tom de boçalidade em algumas faixas, como em &#8220;Janaína&#8221;, em que Otto usa e abusa dos clichês das músicas recifences, rimando &#8220;oxalá&#8221; com &#8220;orixá&#8221; e encaixando Iemanjá na letra. Mas a tristeza impera na maioria das canções, como &#8220;Crua&#8221;, música de abertura do CD: <em>Dificilmente se arranca a lembrança / por isso na primeira vez dói / por isso não se esqueça: dói</em>. Até as escolhas de releituras foi feita levando em consideração o tom reflexivo e consternado, como &#8220;Lágrimas Negras&#8221;, de Jorge Mautner e Nelson Jacobina, cantada aqui com Julieta Valengas, e &#8220;Naquela Mesa&#8221;, de Sérgio Bittencourt. A segunda conta com uma linda letra sobre o pai de Sérgio, o também músico Jacob do Bandolim, e ironicamente parece ser tocada para a mãe de Otto.</p>
<p>A participação da cantora Céu na faixa &#8220;O Leite&#8221; também merece menção, com um bom jogo de vozes, em uma letra que é pura lamúria (&#8220;<em>quando eu perdi você / ganhei a aposta&#8221; </em>e<em> &#8220;num dia assim calado você me mostrou a vida / e agora vem dizer que é despedida&#8221;</em>). Mas sem dúvida a faixa mais marcante do álbum é &#8220;6 minutos&#8221;. Aqui, a tristeza de Otto dá de cara com uma guitarra absurdamente perfeita de Catatau, que remete em momentos à faixa &#8220;Trem de Doido&#8221;, do Clube da Esquina. A letra é quase paradoxal, já que o cantor não se decide se a tal &#8220;casa pequena com uma varanda, chamando as crianças pra jantar&#8221; é para viver ou para morrer. Mas talvez o mais bonito seja o momento em que, quase no desfecho da música, Otto ensaia algumas palavras angustiadas, mas rapidamente corta a si mesmo e volta a cantar, com certo tom de raiva. A sensação é que ou ele não quer chorar pelos cantos, ou a frase já não merece mais ser dita; como um Espírito da Escada, já é tarde demais para falar.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='600' height='368' src='http://www.youtube.com/embed/Vq8VEgudNZE?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>A voz de Otto continua rouca e, ao meu ver, fraca. Porém, no novo CD, ele arrisca alguns interessantes jogos vocais. E o acompanhamento instrumental esconde o que há de pobreza em suas cordas vocais. Cria-se assim um paradoxo que fica claro na faixa &#8220;Filha&#8221;, em que o músico fala que &#8220;<em>aqui é festa, amor / e há tristeza em minha vida</em>&#8220;, frase repetida várias vezes por um coro de vozes e com percussão que vai aumentando a felicidade da música. É como se a festa fosse feita por seus músicos, e a tristeza ficasse em sua voz rouca e consternada.</p>
<p>É importante dizer que o trabalho solo de Otto nunca me agradou &#8211; muito pelo contrário, me causava uma certa ânsia de tão irritante. Talvez ele fosse muito feliz com suas batidas eletrônicas. No fim das contas, vale a pena despir-se dos preconceitos e ouvir. &#8220;Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos&#8221; é um álbum grandioso.</p>
<p>(&#8212;&#8212;#&#8212;&#8211;)</p>
<p><strong>Relatos in loco de um pernambucano triste</strong></p>
<p>(por Bruno Risas Rodrigues)</p>
<p>Otto é um cara que gera um fascínio enorme; nem tanto pela parte musical, mas por sua figura, sua pessoa. É inevitável gostar dele – mesmo que seu trabalho não te atraia. Creio que há uma certa espontaneidade e sinceridade evidentes nele, que são responsáveis por tal poder de atração. Talvez por isso, o lento processo de conquista de seu trabalho sobre mim tenha atingido o ápice em dois momentos específicos: ao assistir a seu DVD ao vivo e ao ir a sua última apresentação em São Paulo.</p>
<p>Sempre me interessei por tudo que vinha de Recife – tanto no Cinema quanto na música. De Chico Science, Nação Zumbi e Mundo Livre S/A à China, Mombojó e Eddie, Pernambuco se firmava como a região mais iventiva do rock brasileiro. Otto – proveniente das duas bandas mais importantes dessa leva, Mundo Livre e Nação Zumbi – surgiu com sua pele branquíssima, seus olhos azuis, jeito risonho, corpanzil, mandando misturas de batuques de candomblé, jongo, coco, maracatu, com rock pesado e batidas eletrônicas. Convencia, mas nunca me estimulou a buscar mais. Foi naquele DVD “MTV Apresenta Otto” que finalmente a catarse me alcançou. A entrega do músico no palco em nenhum momento soou forçada: era pura, verdadeira e intensa, como se estivesse numa roda no candomblé. Cruzar esse aspecto religioso com a música Pop é arriscado, pois é mínima a linha que separa o sincero do abusivo, aproveitador. O show do DVD demonstrava bastante paixão, sem perder em nenhum momento a consciência de que se tratava de música Pop – com toda a mise-èn-scene que se pede.</p>
<p>Muito mais íntimo agora, já estava num processo de digestão do último álbum &#8220;Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos&#8221;. Ouvi, achei bacana, nada demais. Ouvi de novo, gostei. Ouvi mais uma vez e conclui estar diante de um dos melhores discos entre 2009 e 2010. Nitidamente, a raiva, o rancor e a necessidade de superação permeiam cada música do álbum. Bem escudado por sua banda – com destaque para as guitarras maravilhosas de Fernando Catatau &#8211;  Otto expõe a si sem cautela. A ansiedade pelo que seria apresentado ao vivo me consumiu.</p>
<p>Não vou entrar nos pormenores da batalha que foi conseguir um ingresso e de todas as coincidências envolvidas nesse dia. A questão é que fui solitário ao Auditório Ibirapuera – que tem um som maravilhoso – e de cara o pernambucano mandou “Filha”, uma das melhores canções do novo álbum. A escolha do repertório foi baseada principalmente nas novas músicas, mas com direito a clássicos que foram acompanhados em coro pelo público devoto. Otto dançou, rebolou, se insinuou e fez discursos aparentemente nonsenses. A cada pausa aproveitava para dar um gole num possível uísque. Mais uma vez, como num ritual do candomblé, Otto se comunicava com o público, com a banda, com seu próprio corpo e com sua própria consciência. Desceu na platéia inúmeras vezes e dançou com as pessoas presentes – incluindo uma moça que subiu no palco. Ali, então, descobri o que é essa força atrativa que Otto exerce: ele não distingue artista de público, show pop de ritual espiritual, trabalho de vida. Não foi à toa que falou de sua mãe; que cantou “ chamando a Bettina prá jantar” ao invés de “as crianças pra jantar”; que permitiu ao baterista da banda – que não era Pupilo nesse dia – fazer uma declaração de amor no meio do show e entregar flores à namorada que estava na platéia.</p>
<p>O ápice da apresentação ficou com “6 Minutos”, canção que sintetiza todo o clima de melancolia/rancor/superação que o novo álbum traz. Quando retornou para a última parte do show, cantou numa versão à capela “O Leite” – pedindo forças à Céu, com quem divide os vocais no disco e que não estava presente no dia. A platéia, envolvida com a intensidade de Otto, acompanhava como um enorme e belo coral. E no fim, a imagem que fica guardada deste dia é Otto sentado na escada central de acesso ao palco, rodeado por fãs, conversando como num boteco compartilhando com todos suas impressões, sua história, seus desejos, seus prazeres.</p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/certa-manha-acordei-de-sonhos-intranquilos-album-cover.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-272" title="Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos - album cover" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/certa-manha-acordei-de-sonhos-intranquilos-album-cover.jpeg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p><strong>Download:</strong> <a href="http://www.mediafire.com/?ojjy3znqwdv">Otto &#8211; Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos (2009)</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/criticaespecializada.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/criticaespecializada.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/criticaespecializada.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/criticaespecializada.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/criticaespecializada.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/criticaespecializada.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/criticaespecializada.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/criticaespecializada.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/criticaespecializada.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/criticaespecializada.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/criticaespecializada.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/criticaespecializada.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/criticaespecializada.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/criticaespecializada.wordpress.com/245/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=245&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Japonismo &amp; Neo-Tokyo (Parte II): A Contaminação Mangá</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 22:41:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Moreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Anime]]></category>
		<category><![CDATA[Japonismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mangá]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Neo-Tokyo]]></category>

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		<description><![CDATA[Traçar uma genealogia do desenho de mangá não parece difícil. A maioria das pesquisas irá cair no nome de um homem chamado pai do mangá, Osamu Tezuka. A história diz que Tezuka durante o pós-guerra no Japão ao pegar referências do quadrinho e desenho animado ocidental como Mickey Mouse, Betty Boop e Gato Felix, inventou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=249&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/osamu_tezuka.jpg"><img class="size-full wp-image-256 alignleft" title="Osamu Tezuka" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/osamu_tezuka.jpg?w=600" alt=""   /></a>Traçar uma genealogia do desenho de mangá não parece difícil. A maioria das pesquisas irá cair no nome de um homem chamado pai do mangá, Osamu Tezuka. A história diz que Tezuka durante o pós-guerra no Japão ao pegar referências do quadrinho e desenho animado ocidental como Mickey Mouse, Betty Boop e Gato Felix, inventou os famosos olhos de Mangá. É claro que é complicado reduzir toda uma nova tradição de figuração humana e animal a um jeito de desenhar olhos. Mas apesar das várias diferenças entre um artista e outro, olhando de fora todo o corpo do desenho de mangá (quadrinhos) e anime (desenho animado) parece ter uma assustadora coerência de estilo. Ao juntar o desenho mais solto dos quadrinhos com uma simplificação da arte representativa. E ao estilizar partes isoladas do corpo e escolher não fazê-lo com outras, um praticante da figuração de mangá tem um controle mais relaxado de como irá representar emoções e reações das figuras retratadas.<span id="more-249"></span></p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/felix-2-ink1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-253" title="Gato Felix" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/felix-2-ink1.jpg?w=194&#038;h=216" alt="" width="194" height="216" /></a><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/astro_boy_1960_143_1280.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-251" title="Astro Boy" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/astro_boy_1960_143_1280.jpg?w=240&#038;h=206" alt="" width="240" height="206" /></a></p>
<p>Essa alternância entre o uso de traços exagerados e um desenho mais representativo tem diferenças gritantes entre um artista e outro. Por exemplo, comparemos o desenho de <em>One Piece </em>de Eiichiro Oda com <em>Akira</em> de Katsuhiro Otomo. Ambos são colocados dentro deste mesmo jeito de figurar, mas cada um se preocupa com uma maneira bem diversa de fazê-lo. Um termo utilizado normalmente para denominar quando estas proporções são distorcidas exageradamente é o Super Deformed, normalmente abreviado com suas iniciais SD. E é o que Oda faz em seu <em>One Piece</em>, que praticamente só trabalha com SD. É claro que o tom da história em si é que irá definir qual será o estilo de desenho adequado, mas um costume do mangá é quebrar o ritmo da narrativa junto com o estilo de figuração. É comum uma cena em SD seguir um alívio cômico no argumento para quebrar o ritmo sério da história por exemplo.</p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/akira-x-one-piece.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-250" title="Akira x One Piece" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/akira-x-one-piece.jpg?w=600" alt=""   /></a><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/ben.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-258" title="Ben 10" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/ben.jpg?w=600" alt=""   /></a></p>
<p>Mas essas características únicas à figuração de anime e mangá não são o bastante para explicar a atual contaminação desta nova arte oriental no ocidente. A partir da década de<a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/monica_jovem.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-257" title="Monica Jovem" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/monica_jovem.jpg?w=600" alt=""   /></a> 1980 e desde então este tipo de arte começa a ser aceito no ocidente e crescentemente tomado como regra. Em desenho animado ocidental podemos ver uma onda de novos jeitos de figurar que parecem ter tomado muita inspiração do anime. O ápice desta contaminação parece ter sido na década de 2000, mas ainda não sabemos se ela continuará tão forte ou decairá com o tempo.</p>
<p>Um dos motivos para a crescente força da figuração de mangá no Brasil pode ser a existência de inúmeros manuais ensinando a técnica deste estilo. Pelo menos em São Paulo, até onde eu me lembro, desde o começo da década de 2000 essas revistas sempre estiveram em grande circulação.Esses manuais de certa forma desmistificam a idéia de que para aprender a desenhar é necessário reproduzir o mundo de maneira representativa (para uma breve descrição da arte representativa ver meu artigo anterior sobre Bjornar B. <a href="http://criticaespecializada.wordpress.com/2010/02/25/bem-vindo-ao-fantastico-mundo-de-disn-bj%C3%B8rnar-b/#more-143" target="_blank">aqui</a>). Especialmente ao retratar a figura humana os manuais de mangá apresentam a técnica de maneira muito sintética. Aliado ao fato de que um bom desenho representativo da figura humana é algo bem difícil de alcançar sem muita prática, e em mangá não.<a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/evangelion2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-252" title="Neon Genesis Evangelion" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/evangelion2.jpg?w=300&#038;h=254" alt="" width="300" height="254" /></a></p>
<p>Confesso que me assustei quando vi uma imagem de nossa senhora de aparecida que a minha mãe comprou por volta de 2007, imagem essa que me fez olhar para o desenho de mangá com mais seriedade. Ao invés de seguir o padrão de uma imagem de santo católico que vem de uma tradição que podemos remeter ao período do renascimento e antes disso à arte Greco-Romana, o rosto da santa era de anime. É característico de qualquer arte que não seja moldada por padrões formais rígidos se transformar com o que estiver acontecendo a sua volta, da onde quer que venha esta fonte, o lindo e assustador de uma arte não educada é que ela não tem os mesmos valores que um sistema fechado e por isso pode chegar a lugares absurdamente inesperados. É isso o que vejo no artesanato e arte popular ao utilizar formas do anime. E se nesse caso isso é bom ou ruim eu ainda não sei, mas confesso que continua me assustando.</p>
<p><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/nossa-senhora3.jpg"><img class="size-medium wp-image-255 alignright" title="Imagem de Nossa Senhora de Aparecida" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/nossa-senhora3.jpg?w=233&#038;h=270" alt="" width="233" height="270" /></a><a href="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/nossa-senhora2.jpg"><img class="size-medium wp-image-254 alignleft" title="Imagem de Nossa Senhora de Aparecida" src="http://criticaespecializada.files.wordpress.com/2010/04/nossa-senhora2.jpg?w=300&#038;h=274" alt="" width="300" height="274" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/criticaespecializada.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/criticaespecializada.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/criticaespecializada.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/criticaespecializada.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/criticaespecializada.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/criticaespecializada.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/criticaespecializada.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/criticaespecializada.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/criticaespecializada.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/criticaespecializada.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/criticaespecializada.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/criticaespecializada.wordpress.com/249/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/criticaespecializada.wordpress.com/249/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/criticaespecializada.wordpress.com/249/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=criticaespecializada.wordpress.com&amp;blog=12107504&amp;post=249&amp;subd=criticaespecializada&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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